Algumas pessoas se queixam por sentirem-se sozinhas em suas jornadas, seja afetiva ou profissionalmente. E existem sim relacionamentos não completos. O companheiro é ótimo em alguns pontos, mas deixa a desejar em outros.
Como fazê-lo desenvolver-se sem feri-lo é o grande desafio e que nem sempre ocorre. Buscar mostrar que, por exemplo, se fosse mais carinhoso, demonstrasse um pouco mais de afeto a relação ganharia em muito, fazendo os dois ainda mais felizes.
Aceitar o outro como ele é. Buscar a melhoria da relação onde é necessária a participação do outro, mas sem que haja o desrespeito e a cobrança indevida e incômoda, que mais faz com que ele se afaste do que se aproxime.
Respeitar a forma de ser de cada um e identificar nessa forma as demonstrações que cobramos. Como é isso? Uma pessoa se queixava que sua esposa não dizia nunca que o amava. Isso o incomodava muito, pois ele, sendo homem, a todo o momento expressava seus sentimentos, mesmo na frente de outras pessoas. Até que um dia lhe foi mostrado o quanto ela era carinhosa com ele o tempo todo e em qualquer situação. Ela não dizia que amava, apenas amava e ele não percebia esses gestos dela como manifestação de amor. Suas expectativas de como deveriam ser as manifestações o impediam de identificar que havia outras formas e que elas estavam acontecendo.
Tem ocorrido e muito o desencontro causado pelo não respeito com a forma de ser dos demais. É o achar que só existe uma maneira de ser e de se fazer as coisas que pode dar certo. O melhor indicador de que isso está a ocorrer é o emprego constante do “eu”, onde deveria ser o “nós”.
A esposa ao ver a sala com agasalhos e outros objetos soltos nela diz: “Eu dou um duro danado para deixar a casa em ordem e vocês bagunçam tudo”, quando a verdade é que toda a família participa da arrumação da casa. A afirmação mais adequada seria: “Nós damos um duro danado para arrumarmos a casa e vocês não estão valorizando os esforços que fizemos”. O pai que briga com seu filho apenas porque ele não fez as coisas na ordem pedida, embora tenha feito tudo e muito bem-feito, nada ficou para trás.
No trabalho é muito comum também o querer que os subordinados ou os companheiros façam as coisas exatamente como foi descritas no passo a passo, quando há muitas formas para fazê-las e o que importa são os resultados. Pois essas pessoas ignoram os resultados apenas porque o processo não foi realizado como achavam que deveria ter sido.
Em grande parte das vezes em que esses fatos ocorrem não há maldade embutido neles, mas sim uma grande dose de egocentrismo, ou seja, “só o meu jeito é o melhor e eu preciso que reconheçam isso”. Normalmente são pessoas que deram um duro enorme para conquistarem o que conquistaram e agora sentem que precisam ser reconhecidas a cada momento, sendo imitadas em seus feitos.
Pura autoafirmação, ação de quem não atribui a si mesmo o valor devido e que, mesmo tendo se esforçado muito, não necessariamente será valorizado por todos pelo que foi realizado. A situação ganha tal proporção que essas pessoas passam somente a criticar, tornam-se as donas da verdade, só elas sabem, perdem o controle emocional, pois se sentem desrespeitadas e então na tentativa de se fazerem reconhecidas em suas razões passam a se comunicar através de gritos e xingamentos, levando os demais a um sentimento horrível, pois além de se verem desrespeitados, passam também a se acharem incompetentes, nada do que fazem está correto, enfim, o caos emocional esta implantado. Isso na família ou mesmo no trabalho.
Na família as pessoas ao se sentirem diminuídas vão se distanciando de seus “seres supremos” e vai se instalando um rancor que um dia irá explodir e dificilmente haverá retorno.
No trabalho ocorre um entra e sai de funcionários e um prejuízo enorme dos resultados. O discurso de que se quer uma equipe se perde na ação do “só eu sou o bom”.
Parem para refletir: Não existe família nem equipe de um só! Portanto, pratiquem o nós!