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Justiça solta GM e outros acusados de roubos
Prisão temporária expirou no sábado, dia 10, e não houve pedido de prorrogação
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Atualizado em 27/12/2011 às 14h38Publicado em 22/12/2011 às 16h49Manoel Miranda - redacao@tribunadeindaia.com.br
Guarda municipal Fábio Antunes de França é acusado de dar cobertura a roubos de caixas eletrônicos
ReproduçãoGuarda municipal Fábio Antunes de França é acusado de dar cobertura a roubos de caixas eletrônicos
O guarda municipal Fábio Antunes de França, o Tonico, de 34 anos, e outros quatro acusados de formação de quadrilha e roubos a caixas eletrônicos foram soltos na tarde de sexta-feira, dia 16. Dos seis acusados que estavam com a prisão temporária decretada por cinco dias, pela 2ª Vara Criminal de Suzano, apenas um deles não foi localizado e permanece foragido. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Indaiatuba, José Eduardo da Costa.

O advogado dos acusados, Hélio Ercínio dos Santos Junior, conseguiu o alvará de soltura por não terem sido cumpridas as formalidades legais do flagrante na capital paulista. Além de Tonico, foram soltos o frentista Ronaldo Silva dos Santos, de 31 anos, morador em São Paulo; e Josélio Silva de Oliveira, de 38 anos, morador no Jardim Monte Verde. O acusado Rosimar Petrucelli, de 38 anos, morador no Jardim Morada do Sol, teve a liberdade provisória concedida e terá que comparecer bimestralmente ao Fórum da Comarca.

O quinto acusado, o pedreiro Roberto Rodrigues dos Santos, 32 anos, morador no Jardim Bandeirantes, em Salto, foi o único que permaneceu preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, devido a antecedentes criminais por tráfico e homicídio.

Na petição enviada ao juiz, com relação à prisão do guarda, o advogado ressaltou que seu cliente tem residência fixa, emprego, bom comportamento no trabalho e a mulher está grávida. Argumentou também que a prisão temporária de cinco dias expirou no sábado, dia 10, não havendo pedido de prorrogação por parte do delegado do 35º Distrito Policial do Jabaquara.

O sexto acusado, Alessandro Alves da Silva, mais conhecido por “Cheba”, identificado como chefe da quadrilha, ainda permanece foragido. Por meio de escutas telefônicas, a polícia descobriu que as reuniões do grupo aconteciam na residência de Cheba, localizada no Jardim Morada do Sol. O advogado pretende ainda pedir ao Fórum de Suzano, que o processo seja enviado à Justiça local.

Acusação
Uma das acusações que constam no inquérito policial que tramita no 35º Distrito Policial do Jabaquara contra os seis acusados é a tentativa de roubo contra o caixa eletrônico do Banco do Brasil, instalado na empresa Fundituba.

A ação ocorreu na noite do dia 13 de novembro e os criminosos só não levaram o dinheiro porque não conseguiram cortar uma das chapas de aço que envolve o equipamento.

Segundo o advogado, consta no depoimento do vigilante E.R.P., 43 anos, que ele teria facilitado a
entrada da quadrilha, fornecendo inclusive à polícia alguns nomes dos envolvidos na tentativa de roubo. O vigia e outro colega J.A.T., de 47 anos, permaneceram o tempo todo amarrados durante a ação da quadrilha, que agiu na madrugada do dia 13 de novembro e nada conseguiu roubar.

Histórico
Os acusados foram presos no dia 6, por meio de uma operação do Grupo de Operações Especiais (GOE) do Departamento da Polícia Judiciária da Capital (Decap), que cumpriu sete mandados de prisão e busca e apreensão em Indaiatuba.

A operação sigilosa, que teve início às 4h30, resultou na prisão do guarda municipal e outros acusados de integrar uma quadrilha que fazia roubos contra caixas eletrônicos no interior e capital.
O guarda municipal de Indaiatuba, segundo a polícia, era responsável por monitorar as viaturas da cidade e avisar os membros da quadrilha, por meio do próprio rádio (HT) da corporação. O objetivo era evitar que seus comparsas fossem surpreendidos por policiais da cidade.

Segundo o delegado do 35º Distrito Policial do Jabaquara, Genésio Leo Junior, que comandou as operações, a investigação começou há cerca de dois meses, após um roubo de carga na região de Jabaquara. Com autorização da Justiça, os suspeitos começaram a ser monitorados por meio de escutas telefônicas.
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