Eduardo TuratiAssaltante foi atingido por um único disparo ao resistir à voz de prisão
A terça-feira, dia 24, foi marcada pelo primeiro homicídio do ano em Indaiatuba. O servente Paulo André da Silva, de 41 anos, residente no Jardim Tancredo Neves, foi morto com um único tiro por um policial à paisana durante uma tentativa de roubo a uma loja de roupas localizada na Avenida Ário Barnabé, no Jardim Morada do Sol.
O servente estava na condição de foragido. Ele havia deixado o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia no dia 22 de dezembro, com a previsão de retorno no dia 3 de janeiro, o que não aconteceu.
Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 18h30, o servente entrou na loja de posse de um revólver Taurus calibre 38, por baixo da camisa e anunciou o assalto, exigindo todo o dinheiro do caixa.
Para azar do assaltante, no momento do roubo também estava na loja um policial militar, que fazia o pagamento de um carnê. O policial se identificou e deu voz de prisão ao assaltante.
O servente foi se afastando da loja e, ao sacar a arma que estava debaixo da camisa, efetuou um disparo contra o policial militar, porém, não o acertou. Em legítima defesa, o policial sacou sua pistola P-40, de uso da Polícia Militar, e disparou um único tiro, que acertou o lado esquerdo da face do criminoso. O tirou acabou transfixando o rosto do assaltante.
Perdendo muito sangue, o assaltante saiu correndo do comércio, dispensando a arma de fogo nos fundos de uma loja ao lado, posteriormente caindo na Rua Laura Fachini Tomaseto. O criminoso foi socorrido por uma viatura da Força Tática e levado a Unidade Básica de Saúde Dr. Mário Paulo (Mini-Hospital), onde acabou morrendo ao dar entrada, sem ter tempo de receber cuidados médicos.
Sepultamento
O corpo passou por exames necroscópicos na manhã de quarta-feira, dia 25, no Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O médico-legista Santo Adalberto Mardegan atestou como causa da morte asfixia mecânica e hemorragia de cavidade oral. O sepultamento ocorreu na tarde de quarta-feira, no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás.
O local onde ocorreu o crime foi preservado até a chegada do perito do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, que fez os levantamentos de praxe. As armas do assaltante e do policial também foram para a perícia. A ocorrência foi registrada no Plantão Policial.