Acusado do crime teria mexido com sobrinha da vítima, o que teria levado à desavença
ReproduçãoCarlos Henrique Lourenço, de 27 anos, conhecido como Buiu
Na noite de quinta-feira, dia 2, foi consumado o segundo homicídio do ano em Indaiatuba. A vítima foi o servente Carlos Henrique Lourenço, de 27 anos, conhecido como Buiu, morador no Jardim Tancredo Neves. Ele foi alvejado por três tiros disparados pelo impressor Francisco Rodrigues Leal, de 25 anos, conhecido como Pernambuco, vizinho da vítima.
O assassinato teria ocorrido depois de uma desavença. Segundo informações, Pernambuco havia mexido com a sobrinha de Buiu, de 14 anos, moradora na cidade de Boituva, mas que estava na cidade de férias.
Desaprovando a atitude do impressor, Buiu foi até a sua casa para tirar satisfação. A partir daí, deu-se início uma briga. Após muita discussão, o acusado entrou em casa, voltou armado e disparou três vezes contra a vítima, sendo que um dos tiros perfurou a veia jugular.
A vítima foi socorrida por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e levado ao pronto-socorro do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), mas Buiu morreu antes mesmo de ser atendido. O corpo de Lourenço passou por exames necroscópicos no Serviço de Verificação de Óbito, com o médico-legista André Luiz da Silva Mello, apenas para atestar a causa da morte.
O sepultamento ocorreu às 16 horas de ontem, dia 3, no Cemitério da Candelária, em jazigo familiar.
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Ana PolastriFrancisco Rodrigues Leal, o Pernambuco, ainda não foi capturado
O também impressor Cláudio Augusto Américo, de 21 anos, residente no Jardim Morada do Sol, foi quem deu cobertura na fuga ao acusado, segundo a polícia. Principal testemunha do caso, Américo contou que foi até a residência de Pernambuco, que iria apresentar-lhe uma amiga. Foi então que o acusado do homicídio começou a mexer com a adolescente.
A testemunha contou ainda que a mãe da moça e na sequência o tio foram tirar satisfação com o acusado. Américo lembra ainda que Leal foi até o segundo andar do sobrado e desceu armado, à espera da vítima, que chegou logo em seguida e foi alvejado por três tiros.
Ainda em depoimento à Polícia Militar, a testemunha contou que o acusado, que também é seu colega de trabalho, o ameaçou com o revólver nas costas, para que o levasse longe do local do crime. Duas viaturas foram destinadas ao caso e ainda em fuga, próximo a uma academia no Jardim Regina, a motocicleta pilotada pela testemunha foi interceptada.
Porém, Leal conseguiu pular da motocicleta ainda em movimento e fugiu por um matagal. Apesar das buscas feitas pela Polícia Militar e Guarda Municipal, o acusado não foi encontrado, assim como a arma utilizada no assassinato.
Ana PolastriEnvolvidos em briga moravam em casas vizinhas no Jardim Tancredo Neves