Vítima foi encontrada com uma chave de fenda cravada no pescoço na tarde de sexta-feira
Eduardo TuratiRoupas manchadas de sangue foram apreendidas pela Polícia Civil
Um churrasco realizado em uma residência na Rua Emílio Agostini (antiga 67), no Jardim Morada do Sol, na tarde de sexta-feira, dia 10, terminou no terceiro homicídio do ano. A vítima foi o servente Flávio Duarte Souza Lima, de 30 anos, encontrado morto com golpes de chave-de-fenda. A ferramenta ficou cravada no pescoço do homem. O crime chamou a atenção de vizinhos e aproximadamente 50 pessoas se aglomeraram em frente à casa para poder ver o corpo da vítima.
A reportagem da Tribuna apurou com soldados da Polícia Militar e homens da Polícia Civil que preservavam o local que, de acordo com o relato da proprietária da casa onde ocorreu o crime, Silvana Lopes Nogueira, 34 anos, o companheiro dela, identificado como Diumar Pedroso de Moraes, o Hulk, de 34 anos, a vítima e mais dois homens começaram um churrasco. Ela saiu para pagar uma conta às 13 horas e, quando retornou para casa, por volta das 16h, percebeu que a residência estava vazia. Assim que entrou na sala, ela viu o corpo da vítima no chão, coberto com um lençol, e acionou a Polícia Militar.
A tia de Silvana, Maria Auxiliadora Camargo, de 46 anos, contou à Polícia que saiu pela manhã e retornou por volta das 10h30 e encontrou dois homens que não conhecia na casa. Pouco tempo depois, ela disse que ouviu barulho de pessoas mexendo com água e dizendo: “Vamos rápido que já era”.
Conforme o relato de um investigador, todo o sangue do assassinado estava espalhado pelas paredes e no chão da sala. Além disso, os golpes desferidos contra a vítima dificultavam a identificação do corpo, que só ocorreu na noite de sexta-feira. O sepultamento aconteceu na tarde de sábado, dia 11.
Buscas
Eduardo TuratiDiumar Pedroso de Morais chega à Delegacia Central escoltado pela PM para prestar esclarecimentos
Tão logo a viatura da Força Tática da PM chegou ao local do crime, testemunhas forneceram os apelidos Lula e Hulk como dos participantes do churrasco.
Em rápido patrulhamento na Rua João Martini, a PM deparou-se com o suspeito Diumar Pedroso de Moraes, o Hulk. Ele trajava bermuda branca e camisa do Corinthians. Junto com ele, segundo a polícia, foi encontrada uma munição calibre 380 e um recipiente com cocaína, que ele negou serem de sua propriedade.
Diante das características apontadas por uma das testemunhas, policiais da Força Tática deram voz de prisão ao suspeito. Ao ser questionado sobre o assassinato, Hulk negou a participação. Ele declarou à Polícia que realmente estava sendo realizado um churrasco em sua casa e, depois do fim da confraternização, seu amigo, identificado apenas como Lula, foi até ele - em local não especificado – e pediu a chave de sua residência, a fim de pegar uma bicicleta. Hulk disse ainda que logo depois soube do crime.
Na residência onde aconteceu o crime havia 23 gaiolas com pássaros. Uma viatura da Polícia Ambiental chegou a fazer a apreensão das aves, mas diante da documentação dos pássaros as gaiolas foram liberadas por volta das 23h15 de sexta-feira, junto com o suspeito de participar do crime.
Suspeito de participar do crime liberado pela Civil
Informado à distância do ocorrido, já que estava em Campinas, o delegado Alexandre Melfi não teria encontrado provas materiais e testemunhais para autuar o suspeito Diumar Pedroso de Morais, o Hulk, como autor do crime.
No entanto, foi aprendida no quintal de sua residência uma troca de roupas manchadas de sangue que alguém teria tentado lavar.
Se o resultado da perícia retornar os resíduos como compatíveis com o sangue da vítima Flávio Duarte Souza Lima, então Hulk poderá ser indiciado e responder pelo homicídio.