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Menino de 10 anos é estuprado no Jd. Paulista
Pedreiro confessa ter abusado de criança e ter dado R$ 10 pelo ato
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Atualizado em 20/02/2012 às 12h54Publicado em 17/02/2012 às 17h55Manoel Miranda - redacao@tribunadeindaia.com.br
Manoel Carlos da Silva também é acusado de matar um ex-colega de trabalho, em 2005
Ana PolastriManoel Carlos da Silva também é acusado de matar um ex-colega de trabalho, em 2005
Um menino de 10 anos foi abusado sexualmente na tarde de segunda-feira, dia 13, no Jardim Paulista 2. A criança foi levada pelo pedreiro Manoel Carlos da Silva, 43 anos, conhecido como Ceará, a uma construção em que o acusado trabalhava. O pedreiro confessou o crime e disse ter oferecido R$ 10 à criança para conseguir consumar o ato.

A vítima deu entrada no pronto-socorro do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), na tarde de segunda-feira. A Polícia Militar foi acionada para averiguar o caso, já que o menino apresentava todos os sinais de abuso.

A mãe da criança, a costureira A.D.S.B., de 34 anos, contou que por volta do meio-dia deixou o menino na casa da tia, residente no Jardim Paulista 2. No final da tarde, recebeu uma ligação, informando que o menino estava com comportamento estranho e apresentava sangramento.

O menino contou à mãe que estava em uma das ruas do bairro, quando apareceu um homem que lhe ofereceu a quantia de R$ 10 para fazer sexo. Em seguida, o menor foi levado até uma obra em construção na Rua Lapa, onde o acusado trabalhava e onde consumou o estupro.

Ao ser acionada, a Polícia Militar deslocou-se até a construção citada pelo garoto, onde foram informados de que o dono da obra possuía um mercado no Jardim Lauro Bueno de Camargo.

Prisão
Por meio do comerciante, a polícia chegou até a residência do pedreiro, situada Rua Gilberto Pinto, 278, no mesmo bairro. Ao chegarem ao endereço, o acusado foi logo confirmando que sabia por que estava sendo procurado e confessou a prática de estupro, bem como ter aliciado o menor por R$ 10.

O pedreiro foi autuado em flagrante na Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) e escoltado até a Cadeia do 2º Distrito Policial do São Bernardo, em Campinas. Após a triagem, ele foi transferido para a cadeia de segurança na cidade de Sorocaba, até a manifestação do Poder Judiciário.
Até o término do flagrante, a criança de 10 anos permanecia em observação na ala de pediatria do hospital.

Pedreiro foi condenado por homicídio
Bento Francesconi foi morto há sete anos, em prédio em construção
ArquivoBento Francesconi foi morto há sete anos, em prédio em construção
A reportagem da Tribuna apurou que o pedreiro Manoel Carlos da Silva, 43 anos, conhecido como Ceará, foi condenado por homicídio doloso (com intenção de matar) contra o operador de máquinas Bento Francesconi, 54 anos. No dia 26 de maio de 2005, ele foi encontrado morto em uma construção no Jardim Maria Luiza, próximo ao Chafariz.

Bento foi morto a golpes de marreta na cabeça e seu corpo estava atrás de um cômodo da obra, onde também dormia. A marreta usada para matá-lo foi encontrada em cima da cama, sob os olhares de outros dois trabalhadores, um deles Ceará.

Denunciado pelo Ministério Público e posteriormente pronunciado pelo Juiz da Vara Criminal, em 4 de dezembro de 2009, foi determinado que o réu fosse submetido a júri popular. O julgamento foi quase um ano depois, em 29 de setembro de 2010, no Fórum da Comarca, onde o pedreiro foi condenado à pena de seis anos de reclusão, como incurso ao artigo 121 caput do Código Penal Brasileiro.

A condenação não foi cumprida, pois o defensor público do caso entrou com uma apelação, que está sendo apreciada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
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