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Dona de casa mata marido com canivete
Débora Aleixo Rodrigues, 40 anos, disse ter agido em legítima defesa
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Atualizado em 20/02/2012 às 12h55Publicado em 17/02/2012 às 17h59Manoel Miranda - redacao@tribunadeindaia.com.br
Romildo dos Santos sofreu hemorragia e faleceu
ReproduçãoRomildo dos Santos sofreu hemorragia e faleceu
Uma discussão entre marido e mulher resultou na morte do ajudante Romildo Teixeira dos Santos, de 36 anos. Ele foi morto após receber um golpe de canivete no pescoço, desferido pela própria esposa, a dona de casa Débora Batista Rumão Aleixo Rodrigues, 40 anos. Segundo uma testemunha, ela disse ter agido em legítima defesa. Este é o quarto homicídio do ano em Indaiatuba.

A desavença aconteceu na madrugada de terça-feira, dia 14, na residência da família da dona de casa, situada na Vila Brizolla. A autora do homicídio, que usou um canivete com uma lâmina de 11 centímetros para ferir o marido, permaneceu ao lado do corpo até a chegada da Polícia Militar. Os policiais foram acionados pela principal testemunha, o conferente Agnaldo Aparecido Turato, 41 anos, cunhado de Débora e proprietário da residência onde aconteceu o crime.

Caído no chão da lavanderia, em meio a uma enorme mancha de sangue, Santos chegou a ser socorrido por uma ambulância municipal e levado com urgência ao pronto-socorro do Haoc, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Turato declarou que, ao se deparar com a tragédia, ouviu Débora dizer que agiu em legítima defesa, após ter sido agredida pelo companheiro.

Os familiares da acusada e da vítima não souberam dizer as razões do crime. O cunhado, que mora na parte da frente da residência, contou que Débora seria dependente de droga e que o casal estava na cidade para resolver problemas relacionados aos filhos de Romildo. Há também a informação de que antecedendo as agressões e o crime, ambos teriam ingerido bebida alcoólica e em seguida foram dormir, quando se consumou a tragédia.

Cadeia
Depois de autuada em flagrante na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Débora foi escoltada à Cadeia Pública de Paulínia, até a manifestação do Poder Judiciário. O canivete ficou apreendido na Delegacia Central.

O sepultamento ocorreu na terça-feira, dia 14, às 16h30, no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás. Romildo Teixeira dos Santos era morador em Diadema, na Grande São Paulo. Segundo o pai do ajudante, João Oliveira dos Santos, o filho tinha o hábito de viajar ao interior, na casa de parentes e amigos. Ele ainda confirmou que Santos estava desde sexta-feira, dia 10, na casa da irmã de Débora, na Vila Brizolla, para resolver o assunto referente aos filhos. O casal estava junto há quatro anos.
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