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Polícia investiga mandante de execução
Motivos do assassinato de empresário de Capivari é analisado pela DIG, mesmo após prisão de suspeitos
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Atualizado em 22/04/2010 às 14h43Publicado em 19/04/2010 às 18h42Manoel Miranda - redacao@tribunadeindaia.com.br
O empresário de Capivari João Carlos Pereira Lima, de 37 anos, foi morto com sete tiros
O empresário de Capivari João Carlos Pereira Lima, de 37 anos, foi morto com sete tiros
Os policiais do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas continuam em busca do mandante e do motivo que levou à execução do empresário de Capivari João Carlos Pereira Lima, de 37 anos, na noite de segunda-feira, dia 12, às margens da Rodovia João Ceccon, que liga Indaiatuba a Cardeal. A vítima foi morta com sete tiros e dois policiais militares tiveram a prisão temporária decretada na sexta-feira, dia 16, acusados de serem os autores do assassinato.

O crime aconteceu por volta das 19h20 de segunda-feira passada, às margens da Rodovia João Ceccon, nas proximidades da Fazenda Espírito Santo. No local, o empresário João Carlos Pereira Lima foi executado com sete tiros de pistola calibre 380, dos nove disparos efetuados por um dos ocupantes de uma moto preta, de médio porte. O empresário foi alvejado por três tiros na cabeça e outros na região do tórax e caiu morto ao lado do veículo que dirigia, o Honda Civic LXS Flex preto, ano 2008, de Capivari.

O passageiro Sandro Berganton, de 35 anos, também morador em Capivari, que a princípio alegou ser sócio, depois empregado, e por último amigo do empresário morto, não foi atingido por nenhum disparo e fugiu pela rodovia, onde com o celular ligado ficou dando sinal para a parada de veículos em busca de socorro, alegando que ninguém parou.

De acordo com os levantamentos, a moto preta de porte médio, utilizada como transporte pelos assassinos, retornou para Indaiatuba após o crime. O veículo foi flagrado por uma das câmeras de segurança do Município, instalada no bairro Bela Vista, a cerca de quatro quilômetros do local do crime. A mesma câmera havia registrado, por volta das 19h20, o momento da passagem do Honda Civc, seguido da moto com os dois ocupantes. O garupa, provavelmente sabendo da existência da câmera monitorada pelo Centro Operacional de Inteligência (COI), cobriu a placa com uma das mãos, evitando a filmagem. Porém, foi justamente a moto, que pertence a um comércio de pizzas no bairro Cidade Nova, que possibilitou a primeira pista até os suspeitos.

Prisão
Os PMs Adilson Soares e Thiago Pedersoli, presos na noite de sexta-feira, foram encaminhados para o presídio Romão Gomes, onde ficam recolhidos os policiais envolvidos em crimes. Segundo informações apuradas pela Tribuna, minutos após ter sido decretada a prisão temporária, o comantante do 47º Batalhão da PM de Campinas teria transmitido uma mensagem com os dizeres: “Senhores policiais, preservem a vida de vocês e seus familiares, não quero ver soldados no Romão Gomes”.

Em entrevista exclusiva na manhã de ontem, dia 19, o comandante da Polícia Militar de Indaiatuba, capitão Marcos Florêncio, descartou a possibilidade de um terceiro policial envolvido no homicídio. Porém, ele afirmou que outros nomes estão sendo investigados pelo Serviço Reservado (P-2) e pela DIG, envolvendo a ligação entre os dois PMs presos com amigos também ligados a jogos eletrônicos na região.

Outra informação chegada à Tribuna é de que o empresário assassinado já atuava no ramo de jogos eletrônicos em Indaiatuba há algum tempo, motivando uma possível discórdia. Um bar, possivelmente em nome de um “laranja”, mas que pertenceria a um dos policiais envolvidos, também está sendo investigado.

O aparecimento do soldado Soares no local do crime, junto com sua família, também demonstraria alguma ligação de amizade com o passageiro do carro, que continua sendo investigado. Berganton ligou para o PM dizendo que seu amigo havia sido assassinado e que precisava do apoio de um policial. Para os investigadores, esta seria uma tentativa de forjar um álibi para o acusado. Além disso, consta que Soares e Berganton são amigos de infância em Capivari, onde o policial também residiu.
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