Reunião na quarta-feira, dia 14, definiu mudança no comando do diretório municipal
Assessoria de Imprensa PDT/SPEduardo Tonin deixou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
Um acordo negociado durante as últimas semanas e concretizado na quarta-feira, dia 14, garante que o engenheiro Eduardo Tonin é o novo presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A oficialização da mudança foi feita na tarde de ontem, dia 16, quando foram protocolados os documentos exigidos pela Executiva Estadual do partido.
Questionado sobre a mudança, o engenheiro não quis dar detalhes, dizendo que durante a próxima semana convocará uma entrevista coletiva para expor os motivos que o fizeram procurar a nova legenda e deixar o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda pela qual disputou, no ano passado, a eleição para deputado estadual.
Para poder ocupar o novo cargo, Tonin se reuniu na noite de ontem, sexta-feira, dia 16, com o prefeito e presidente do diretório municipal do PMDB, Reinaldo Nogueira, para anunciar sua saída.
Coordenador regional do PDT e presidente do diretório de Jundiaí, Alexandre Pereira, filho do deputado federal e presidente da Executiva Estadual, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, revelou à reportagem que a conversa com Tonin começou logo depois que o prefeito indaiatubano oficializou sua saída da legenda. “Nós nos encontramos umas duas vezes, logo que o Reinaldo confirmou que iria sair. Nos encontramos em São Paulo e falamos com a direção da Executiva sobre a possibilidade da mudanças”, conta.
De acordo com o coordenador regional, não existe qualquer definição da Executiva se o diretório local vai se unir com partidos da oposição para fortalecer a disputa pelo governo municipal. “Sempre é bom lançar um candidato próprio. Sobre ser oposição, ainda não sei, porque não conversei com o Du sobre como vamos trabalhar em Indaiatuba. Se for oposição, será feita de forma sadia, cobrando o que tem de se cobrado”, revela.
Embora tenha participado da reunião, o secretário de assuntos jurídicos do PDT, Cristiano Vilela, diz que o partido não vai se posicionar de forma oficial sobre a mudança enquanto a situação não for concretizada.
Paulinho da Força comenta saída de Reinaldo Nogueira
Na sexta-feira, dia 9, uma semana antes de obter a informação da troca do comando do diretório municipal, a reportagem da Tribuna conseguiu falar com o presidente estadual do PDT, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. De acordo com Paulinho, naquela ocasião várias pessoas de Indaiatuba tinham manifestado a intenção de se filiar ao partido, porém, nada oficial havia acontecido.
Sobre uma mudança de postura do diretório, o deputado disse que primeiro iria esperar o posicionamento dos vereadores eleitos pela legenda para tomar uma decisão.
Ao comentar a perda do comando de Indaiatuba, Paulinho disse ser ruim não estar a frente de uma das principais cidades do Estado, mas que o pior foi a saída do prefeito. “O mais importante foi perder o Reinaldo, pois nós tivemos muitas lutas juntos”, lamenta. “Acho que ele errou ao sair porque o PMDB é muito complicado. Não sei os acordos que ele fez com o (Michel) Temer, mas vai ter dificuldades”, acredita.
Segundo o deputado, embora o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), tenha pedido que o partido solicitasse na justiça a infidelidade partidária do chefe do Executivo de Indaiatuba, esta ação não será realizada, pois o próprio Paulinho havia concordado com a saída.
Se a situação do prefeito está aparentemente tranquila, a vida política do deputado estadual Rogério Nogueira (PDT) não deve ser fácil. Questionado sobre a posição de Rogério, que há duas semanas declarou à Tribuna que vem sofrendo perseguição política desde que seu irmão deixou o partido, Paulinho disse acreditar que o indaiatubano está tentando usar isso para que depois possa trocar de legenda sem correr o risco de perder o mandato. “Nós não vamos liberar o Rogério. Se ele for querer sair, vai correr o risco de perder o mandato. É estranho ele falar em perseguição política depois de ter ficado por cinco anos como líder (da bancada do partido na Assembleia Legislativa). Você passa cinco anos na liderança e no dia que não é mais é perseguido?”, questiona.
Segundo explicação do deputado, a saída do Reinaldo causou um mal-estar na direção do partido. Por isso, ele pediu para Rogério se afastar da liderança na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o que não foi aceito.
Após conseguir resistir, Rogério perdeu o apoio do deputado Rafael Silva, fator que motivou uma nova eleição para escolher o líder do partido na Alesp. Por 13 votos a dois, a bancada conseguiu eleger o deputado Major Olímpio como o novo líder.
Mesmo com a oficialização da mudança, a assessoria de imprensa do deputado local insiste que Rogério está mantido no cargo.
Presidente local
A reportagem tentou, por várias vezes, falar com o atual presidente do diretório indaiatubano do PDT e secretário municipal de Administração, Núncio Lobo Costa, para saber qual será a orientação aos cinco vereadores (um licenciado) do PDT que integram a atual legislatura. Porém, até o fechamento desta edição não obteve resposta.