Ana PolastriLinho defende seu ponto de vista observado pelo presidente da Casa
A rejeição de quatro emendas modificativas não atrapalhou a aprovação do Orçamento Municipal de R$ 635.089 milhões, que passa a vigora a partir do ano que vem.
Durante a sessão ordinária de segunda-feira, dia 5, a penúltima do atual ano Legislativo, os parlamentares aprovaram o projeto de forma unânime, entretanto, somente depois de uma longa discussão sobre quatro emen- das que tinham como objetivo remanejar um total de R$ 125 mil para a construção de casas populares, o Programa de Ressocialização de Moradores de Rua, ao Conselho Tutelar e ao Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (Fundi).
Autor das propostas, o vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT), tentou justificar a necessidade da aprovação das emendas dizendo que, por exemplo, no projeto do Orçamento, a administração pretende destinar apenas R$ 6 mil para projetos com os idosos e com o Conselho, e que essa mudança iria ajudar no trabalho realizado pelos profissionais do setor. Linho também argumentou que a emenda de R$ 100 mil voltada ao setor habitacional não vai solucionar a falta de moradias populares da cidade, porém, serve para mostrar que o Executivo precisa dar mais atenção ao assunto.
Responsável por defender os interesses do governo na Casa, o vereador Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB), rebateu a afirmação do baixo valor repassado aos idosos dizendo que somente de fraldas geriátricas o Município gasta mais do que R$ 6 mil. “Não serão duas emendas de R$ 3 mil que vão resolver os problemas dos idosos de Indaiatuba”, dispara.
Mesmo após toda a discussão sobre o remanejamento de recursos, o Orçamento foi aprovado de forma unânime.
Demais
No mesmo encontro foram aprovados outros quatro projetos, sendo dois que concedem nome para ruas, um sobre entrega de um título de cidadão indaiatubano e outro que obriga a realização de consultas para o atendimento de idosos. A próxima sessão acontece na segunda-feira, dia 12, a partir das 18 horas.