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Primo e locadora da Saúde são assessores de Rogério Nogueira
Assessor que ocupa vaga em gabinete também é irmão do ex-prefeito de Capivari, Carlos Borsari
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Atualizado em 20/12/2011 às 09h46Publicado em 16/12/2011 às 17h41Danilo Tezoto - cidades@tribunadeindaia.com.br
Tetê Borsari atua no gabinete de Rogério pela segunda vez
ReproduçãoTetê Borsari atua no gabinete de Rogério pela segunda vez
O deputado estadual por Indaiatuba Rogério Nogueira (PDT) emprega em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) um primo e uma mulher que aluga um imóvel para a Prefeitura. Os nomes de Telêmaco Tonetti Borsari e Maria Lourdes Gavranic Paura - mãe do também assessor Pérsio Paura - aparecem na lista divulgada pela Assembleia na última semana, quando foram revelados os nomes de todos os funcionários, comissionados e concursados, que atuam na sede do Legislativo Estadual.

Irmão do ex-prefeito de Capivari José Carlos Tonetti Borsari, o assessor e primo do deputado
indaiatubano foi contratado pela primeira vez no dia 20 de março de 2003, ficando no cargo até o dia 7 de abril de 2005. Três anos depois, Tetê Borsari, como é conhecido, voltou a ser contratado para o cargo que ocupa até hoje no gabinete.

Dona de um imóvel alugado para a Secretaria Municipal de Saúde, que uti-liza o espaço para sediar a Unidade Básica de Saú- de 9, que fica na Rua São Carlos, 585, na Vila Todos os Santos, Maria Lourdes ocupa a vaga desde o dia 8 de abril de 2003. Entretanto, somente cinco anos depois de começar a trabalhar com o deputado local ela comprou o imóvel locado para a administração municipal desde 2006. De acordo com a secretaria, a assessora recebe mensalmente R$ 1.688,13 pelo aluguel dos prédios.

Responsável pelas contratações, Rogério declara à reportagem da Tribuna que desconhece a
ligação comercial entre a assessora e a Prefeitura, mas que tem conhecimento de que Maria possui imóveis na cidade.

Sobre a contratação de Borsari, o deputado confirma que o assessor é primo de terceiro grau e que não vê problema nessa situação, nem mesmo com relação a nepotismo.

Contratações
Questionado sobre a necessidade de ter 16 assessores (Veja lista completa nesta página), o parlamentar acredita que se for levado em conta os 645 municípios de todo o Estado de São Paulo, “o número é até baixo”. “Entretanto, como a minha base contempla umas 40 cidades, entendo que o número é satisfatório”, rebate.

Ao contrário do que fez a Alesp, que na semana passada divulgou a lista com o nome dos 3.488 assessores que atuam na Casa, mas não informou quantos passaram no concurso estadual e quantos ocupam cargos de comissão, Rogério revela que todos os assessores que trabalham em seu gabinete são comissionados.

Unidade Básica de Saúde na Vila Todos os Santos fica em imóvel de assessora do deputado local
Eduardo TuratiUnidade Básica de Saúde na Vila Todos os Santos fica em imóvel de assessora do deputado local

Empresário também é funcionário
Nuno Narezzi é amigo de longa data de Rogério e empresário do ramo de motocicletas
ReproduçãoNuno Narezzi é amigo de longa data de Rogério e empresário do ramo de motocicletas
Dentre os assessores que trabalham para o gabinete do deputado existem funcionários que foram contratados em março de 2003, como é o caso de Pérsio Paura, e outros que prestam serviço há um tempo menor, situação de Luís Domênico Giatti, que ocupa a vaga desde o dia 21 de outubro de 2011.

Além dos 16 cargos que estão ocupados também estão ligados ao deputado local outros sete nomes que ocuparam a vaga de assessor, mas já foram destituídos do cargo.

Nome mais conhecido da população indaiatubana, o empresário e ex-piloto de motocross Gilberto Narezzi Júnior, o Nuno Narezzi, ocupa uma das vagas no gabinete do parlamentar desde o dia 24 de março de 2003, sendo um dos assessores mais antigos.

E é nessa lista de pessoas que deixaram o gabinete do deputado indaiatubano que está o caso mais curioso. Contratado no dia 29 de março de 2010, o assessor Diógenes Silva foi dispensado no dia 31 de março do mesmo ano, ficando apenas três dias no cargo.

Nota
A divulgação dos nomes dos assessores aconteceu 11 anos depois de uma disputa judicial iniciada em 2000. Em uma nota publicada pela presidência da Assembleia, a Casa informa que o gasto com pessoal pode chegar a até 1,75% da receita corrente líquida do Estado, mas atinge apenas 0,53%.

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