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Silvia em Revista - Dia 26 de Fevereiro
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Publicado em 28/02/2011 às 11h35Silvia Bolívar - silviabolivar@gmail.com
Bombeiros
Vê-se que o Estado não está nem aí para Indaiatuba. É o que se deduz quando a Prefeitura abre crédito de R$ 350 mil para montagem e manutenção de uma viatura de combate a incêndio, denominada ‘autotanque’, para o Corpo de Bombeiros do Município. O veículo tem capacidade de armazenar seis mil litros de água.
É o Município fazendo o que o Estado deveria fazer. Não tínhamos um deputado na Assembleia? Ouvi dizer, mas devo estar enganada.

Salário mínimo 1
A querida leitora Erika Takenaka não aguentou e sintetizou nas linhas a seguir o que se espera de políticos corretos (num país imaginário?). Confira: Acho que estamos todos passados com a nossa política. A nossa presidente de mãos atadas com a democracia mesmo tendo a maioria da casa. São discursos politicamente incorretos, pois para aumentar o salário mínimo é necessário votação, além da votação para que nossa presidente aumente o salário mínimo por decreto. Para se eleger um representante precisamos compreender que na democracia infelizmente vence a maioria. E é justamente onde se esbarram projetos importantes que precisam ser discutidos e aprovados pela maioria. Existe o lado bom, claro que existe, porém num País onde salário de político é uma festa creio que estamos longe do País desejado pela maioria do povo brasileiro. E ainda vem a reforma política. Boa para quem? Será que para nós? Alguém pode garantir? Ainda assim precisamos ser otimistas caso contrário não somos brasileiros.

Salário mínimo 2
Cabe ao Congresso discutir o valor do salário mínimo do ano. Está na Constituição. Acredito que num ato falho, a presidente Dilma acabou mostrando que não confia nos palhaços, ops, parlamentares. Só pode ser, porque a decisão de fixar o valor por quatro anos me parece isso.
Tudo bem que tem “uns 300 picaretas” no Congresso, mas ele está aí justamente para analisar projetos e propostas para todos os que moram no País. Vá lá que são uns 300 picaretas, mas o resto não é. Esses podem inquirir, questionar ou denunciar quaisquer irregularidades.

Salário mínimo 3
Cada deputado federal custa aos cofres nossos mais de cem mil reais ao mês. E aumentaram os próprios vencimentos em mais de 60%. Falar o quê depois disso?

Pesquisador Lendo com mais calma o livro Astrojildo Pereira In Memoriam percebe-se o enorme trabalho de pesquisa feito por José Roberto Guedes de Oliveira. Parabéns.

Sacolas retornáveis
Nem todos os supermercados seguem a lei, que determina um caixa exclusivo para portadores de sacolas retornáveis. O fato já foi comentado aqui por diversas vezes, mesmo assim, o que se encontra é má vontade e descaso.
As pessoas que fazem filas enormes em outros caixas acabam olhando feio para quem bate o pé pedindo para abrir o caixa exclusivo. Para esses, que tal em vez de reclamar, passar a levar sua sacola retornável e colaborar com a preservação ambiental?
*
As nefastas sacolinhas plásticas tomaram lugar rapidinho das antigas sacolas de papel Kraft. Até os anos 70/80, no Rio, os supermercados só tinham as sacolas de papel reforçado.
Em Indaiatuba, ao ir num supermercado, a primeira pergunta no caixa era se a pessoa tinha uma sacola (dessas de feira). Parece que era bem comum as consumidoras levarem suas sacolas. O costume passou a mudar com a invasão das plásticas, que ainda tinham o “benefício” de servir para o lixinho doméstico.
Apesar de todo apelo e esclarecimento ambiental, as nefandas sacolas plásticas resistem.

Carestia
Minha querida Rô Savassi Felizola avisa que não é só a carne bovina que subiu. Os peixes deram um salto. E ela, sarcástica como sempre reflete: “O que mais me intriga é o preço dos peixes, afinal, eles não pastam, não comem ração, não precisam de vacinas, não precisam de cuidadores. São tão caros por quê?”. Boa pergunta, Rô.

Recapeamento
Quem mora ou passa na Rua 13 de Maio diz que “demorou, mas está ficando bom” o novo asfalto da via.
Em outros trechos também. Resta saber se não é mais aquela “farinha” que se desmancha meses depois.

Portais
Está certo que a verba pedida ao Ministério do Turismo tenha sido pedida para a construção de portais, mas será que não dava para ter tido criatividade na utilização em algo mais útil?
Quem fez o pedido (por parte da Prefeitura) deveria ter bolado algum benefício efetivo. Os portais serão úteis para quê exatamente?
Será que essa verba do Turismo não estaria melhor empregada na recuperação do casario histórico dos suíços que migraram para Indaiatuba a partir de 1857? Isso sim é uma verdadeira necessidade turística – e que é ainda não é explorada. Um filão perdido.

Helvetia desapropriada
Recebi inúmeros e-mails e telefonemas de pessoas horrorizadas com a iminente desapropriação de parte de Helvetia (a princípio, do lado de Campinas), que poderá acontecer devido à ampliação de Viracopos. O “poderá” deve-se ao fato de que os revoltados vão pressionar para que o projeto volte ao anterior, antes do prefeito de Campinas intervir para evitar a desapropriação de áreas tomadas por invasores, que chamou de “meu povão”.
Todos querem um aeroporto moderno, mas não a custo de matar o restinho de meio ambiente e liquidar a história de – este sim – um povo. Os suíços que vieram para cá em meados do século 19.

Denúncia válida
A Tribuna vem prestando um grande serviço à população, como deve ser um jornal isento e imparcial. Foi através de reportagem de Danilo Tezoto que chegou a todos a estarrecedora situação das crianças que estudam no Jardim Carlos Aldrovandi, que precisam acordar às 4 horas da madrugada devido ao horário do ônibus da Guaianazes. Chegando lá tão cedo, ainda no escuro, ficam sozinhas, do lado de fora, esperando a escola abrir.
Esse tremendo descaso só teve mudanças depois da matéria publicada sábado passado e que revoltou todos os leitores. Melhorou apenas um pouquinho.
Até quando as empresas contratadas pela Prefeitura ditarão as ordens?

Conselheiros da Saúde
O Conselho Municipal de Saúde (que não tem mortos em seu quadro), cujo presidente tem nome de antigo galã dos anos 50, se reuniu na quarta para avaliar o reajuste do plantão de especialistas no Hospital Augusto de Oliveira Camargo. Seja qual for a decisão, a população pede para que o prefeito veja com carinho o valor recebido pelos médicos que atendem a rede pública. Não é possível que uma cidade do porte de Indaiatuba não tenha médicos suficientes para um bom atendimento. Acabam indo para outras cidades e ficamos nós aqui vendo cenas tristes de espera de pacientes em hospitais lotados.

Polo Shopping
Recebi a lista das lojas que estarão no shopping, que deve funcionar em breve. Tem boas opções para todos os gostos.

Shopping Jaraguá
Os consumidores também aguardam as novas lojas que aportarão no Jaraguá.

Chuva para acalmar ânimos
A Fundação Cacique Cobra Coral promete resfriar os ânimos (com uma chuva) para que as manifestações da população contra o governo de Kadafi se aquiete e assim os brasileiros (e estrangeiros) possam sair da Líbia o mais rápido possível.
A FCCC é velha conhecida da África subsaariana e de países persas, como o Iraque. Várias matérias em 1999 mostram que graças a atuação da entidade a Guerra do Golfo não causou danos irreversíveis para a humanidade. Foi contratada diversas vezes pelo próprio Saddam Hussein e Kadafi não só para fazer chover, mas para alterar os ânimos nas batalhas que incluíram o desmantelamento da antiga Iugoslávia.

Escola pública
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas. Uma ideia muito boa do senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As consequências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar.

Carta
Guaianazes
Corvardia da Viação Guaianzes e falta de conhecimento do governo Reinaldo Nogueira (PDT): crianças de seis anos terem que acordar de madrugada e esperar uma hora na porta da escola, porque decidiram colocar ônibus só naquele horário, chega a ser criminoso. A filosofia do lucro em serviço público essencial é diferente da empresa estritamente privada. Se não dá lucro, a Prefeitura deve subsidiar.
José Matos
R: Oi Matos, não é nem caso de não dar lucro. Se a empresa foi contratada para servir Indaiatuba, que o faça com dignidade. Peca a Prefeitura por não fiscalizar e a Guaianazes por prestar um serviço de baixa qualidade, que, desde o começo tem gerado inúmeras reclamações. Abraços.

Portais e tais
O vereador Cebolinha fez o uso desta coluna para explicar o assunto dos portais que estão sendo construídos na cidade. Na semana seguinte o principal (e único) vereador da oposição também fez o uso deste espaço para discorrer sobre o mesmo assunto.
Penso que toda obra feita pela municipalidade é importante, seja a construção de um portal, seja a construção de um complexo viário.
O vereador Cebolinha foi verdadeiro quando disse que ao lado da placa que anuncia a instalação do portal no Distrito Industrial, existe uma outra, falando sobre a construção do Complexo Viário. Porém, ele esqueceu de dizer que a segunda placa, está no local há uns três meses e até agora nada da obra começar. Fazer propaganda é fácil, falar que vai fazer é fácil, o que a população quer é obra prometida, realizada e cumprida.
De que adianta um belo portal no Distrito Industrial, se todos os dias no mesmo local acontecem inúmeros acidentes, muitos inclusive com vítimas fatais?
Portanto, que se construam os portais, mas que outras obras importantes, como o complexo viário e tantas outras saiam do papel e dos gabinetes. É o mínimo que se espera.
Éber Sander
R: Oi Éber, perfeita sua colocação. Acidentes constantes, e haja paciência para os frequentes congestionamentos em horários de pico. E, cá entre nós, acho que portais é algo um tanto cafona, parece coisa de cidadinha do interior nos anos 60. Abração.
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