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Silvia em Revista - Dia 5 de Março
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Publicado em 07/03/2011 às 11h25Silvia Bolívar - silviabolivar@gmail.com
Sem internet
Aos leitores e amigos que tentaram entrar em contato via web nesta semana peço desculpas. Por um inacreditável apagão da Telefônica/Vivo fiquei (e estou) sem sinal de conexão com a internet. Tentei reclamar para a Vivo, mas nas 15 vezes tomei chá de cadeira (com direito a musiquinha) por 55 minutos em cada tentativa. Telefônica/Vivo são um dos campeões de reclamações no Procon. Dá para entender o motivo.
Hoje já são oito dias sem internet.
As cartas dos leitores consegui pegar no computador da redação, mas a comunicação com amigos fica para mais tarde, quando tiver êxito em voltar ao mundo da web.

Empáfia de atropelador
A cena do atropelamento de ciclistas em Porto Alegre tem rodado o mundo e rendido comentários nada abonadores para o Brasil. Um parente meu estava em Londres e a cena estava em todas as tevês em vários dias, sendo manchete nos principais telejornais.
É preciso esclarecer que o atropelador é um sujeito arrogante, já metido em outras confusões e agressões. Por ser funcionário do Banco Central, tem a empáfia característica dos funcionários públicos de alto escalão. Esses que têm certeza da impunidade.
O pior é que estava naquele momento com o filho de 15 anos ao lado, que testemunhou o massacre cometido por seu pai. Que belo exemplo! Depois, quando filhinhos de papai matam um índio queimado. Ninguém sabia como os garotos de classe média acabam se tornando arrogantes criminosos. Agora, sabem.

¼ de ambiente
O filho de Mário Covas se tornou secretário estadual do Meio Ambiente e num dos primeiros atos, liberou as obras de ampliação de Viracopos sem que o estudo de impacto ambiental tenha sido verdadeiramente analisado e avaliado. Numa canetada só, o meio ambiente virou um décimo de ambiente. Moradores de propriedades próximo ao rio Capivari-Mirim não foram visitados. A mata nativa, restinho de Mata Atlântica tem várias espécies de mamíferos e centenas de aves. Essas propriedades, que abrigam fauna e flora fundamentais, vão pertencer à Infraero.
Numa canetada só virão abaixo as casas centenárias e históricas, centenas de árvores nativas e centenas de árvores de pomar, que alimentam a fauna.
O projeto de ampliação inicial previa a desapropriação de moradores de invasões como São Domingos, Campo Belo e Jardim Fernanda, todos do lado direito da SP-75 em direção a Campinas. O prefeito doutor Hélio disse que “meu povão” seria intocado. Os moradores vão ficar nos bairros, mas terão a vida atazanada por barulho infernal e risco de queda de aeronaves em suas casinhas.

Jardim Tropical
Agora com a chuva, as justificativas para as buraqueiras nas ruas vêm a calhar. Só que na época de estiagem, várias crateras estavam abertas e nada foi feito para tapá-las. É o caso de diversas ruas no Jardim Tropical, que têm buraquinhos, buracões e crateras.
Alô, Semop, sempre tão zelosa, que tal andar por ali e constatar a necessidade de operação tapa-buracos? Não é só no Jardim Tropical. Outros bairros padecem do mesmo mal.

Recapeamento
Agora os parabéns pela volta do recapeamento em ruas de bairros centrais e arredores. Depois de meses parado, o serviço – que tem verba federal – voltou a ser feito.

Nossa gente
Um percalço em cima da hora impediu esta escriba de estar presente no lançamento do segundo volume do livro Gente da nossa terra, terra da nossa gente, de Rubens de Campos Penteado, sexta retrasada, na Casa da Amizade do Rotary.
O autor é uma das pessoas ilustres de Indaiatuba, com muita história para contar.

Carneval
Não, não foi erro de digitação e revisão. É a festa da carne. Para quem pensa assim, que pelo menos não se esqueça da camisinha.
O Carnaval parece ser um decreto. Nesse dias a gente tem de ser feliz, alegre e esquecer as mazelas do mundo. Será que se consegue?

Ponte da Paulo de Tarso
Num toque de caixa, a Prefeitura restaurou a ponte que havia desabado em janeiro na via que é usada por quem quer fugir do exorbitante pedágio na SP-75.
A estrada, que é praticamente uma avenida, já teve o trecho de terra pavimentado, conforme projeto do governo do Estado que prevê melhorias para estradas vicinais.
Mas a ponte, que era provisória há mais de oito anos, ruiu justamente quando tratores e máquinas pesadas faziam o trabalho pré-pavimentação. Claro que a ponte não aguentou o peso e ruiu, conforme alertou manchete desta Tribuna dias antes da queda.
O mais interessante é que a restauração da ponte voltou a ter toras de madeira como base em vez da estrutura metálica que iria substituir a provisória colocada em 2003. Tomara que aguente o trânsito pesado, principalmente de caminhões que fogem da balança de pesagem obrigatória na Rodovia Santos Dumont.

Gaddafi ou Kaddafi?
Tanto faz. Quando os líbios falam, o som parece ser com G. Mas deixemos para lá a prosódia para analisar esta figura singular, no poder há décadas. Kaddafi liderou uma revolução popular e derrubou o sultão pilantra e aliado dos Estados Unidos, alinhando-se com a antiga União Soviética. Essa aura de herói, combinada com modelitos exóticos de misterioso beduíno fizeram do coronel uma figura atraente para as moças, que o achavam “lindo”. Um amigo gay desta escriba corrigiu: “Não só as mulheres”. As roupas diferentes davam-lhe charme irresistível.
Hoje, Kaddafi parece usar peruca e esconde as cirurgias plásticas e botox com óculos escuros. De libertador socialista virou um ditador sanguinário.
Em tempo: todas as ditaduras do norte africano eram apoiadas até dois anos atrás pelos Estados Unidos.

Carta
Barulho noturno
Boa noite, Silvia, espero que esta noite seja boa mesmo, pois a anterior não foi. Não sei se da sua casa deu para ouvir, mas da minha foi a noite toda e até 9 horas do domingo, uma festa com aquelas músicas eletrônicas horríveis num volume altíssimo. Não sei o local, mas parece que vinha da direção do bairro Tombadouro.
Fazia algum tempo que não ocorria este tipo de festa, antes era uma constante. Moro no Jardim Camargo Andrade, ficamos felizes quando a Festa do Peão saiu da Cerâmica, porém, não nos livramos deste tipo de festa. Quando a gente liga para a polícia (desta vez não liguei) dizem não poder fazer nada pois se a Prefeitura autoriza, não há o que fazer. Imagine aqui neste bairro temos mais de 400 casas com no mínimo três pessoas em cada, aproximadamente 1.200 pessoas sem dormir, que dirá os moradores das redondezas. Acho uma falta de consideração para com a maioria da população, que tem o direito de dormir em paz, sem contar o calor que está fazendo. A festa beneficia alguns e prejudica muitos.
Márcia Bimonti Ivo

R: Oi Márcia, mesmo a Prefeitura autorizando ninguém pode derrubar lei federal que regulamenta o barulho noturno. Mas como Indaiatuba tem leis que não “pegam”... Beijos.

Deputados paulistas
Sou leitor de sua coluna, e sempre fico pensando em enviar um e-mail para parabenizar e também poder colaborar com os assuntos referentes a nossa cidade que anda meio largada pelas autoridades.
Por falar em largada, o que não anda nada largado são os bens de um certo deputado daqui da terrinha, conforme noticiado pelo jornal Estadão esta semana.
Logo enviarei mais mensagens para falar dos “maravilhosos portais” de nossa cidade. Que na verdade eu nunca vi portais dentro das cidades, e sim nas entradas, mas estamos em terra de “Rei”, certo? Onde é preferível pegar a verba de uma futura rodoviária que seria digna de nossa cidade e construir aquilo que se chama “Parque Temático”.
Pelo menos foi isso que entendi, nas últimas discussões em sua coluna, onde os vereadores correram para responder apoiando o prefeito, concordo que a verba do turismo, foi usada no turismo. Mas poderia ter sido melhor empregada.
Wellington Gagliardi

R: Oi Wellington, gostei da sua dica e considerações. Escreva sempre. Abração.

Saúde em Indaiatuba
Realmente é uma vergonha o atendimento na UBS de Itaici. Hoje minha esposa levou meu filho para tomar as vacinas do terceiro mês de nascimento no horário que o posto deveria estar realizando a vacinação. Ontem liguei no posto e disseram que o horário de vacinação é das 7h30h às 15h. Achei um absurdo o serviço terminar as 15h, mas não falei nada. Minha esposa trabalha igual à maioria dos indaiatubanos, salvo os vagabundos que não têm chefia ou coordenação que não trabalham ou não respeitam o horário de atendimento. Ela foi na UBS às 7h30, porque entra no trabalho em seguida. Foi atendida apenas às 8h30 sem explicação plausível para a ocorrência.
Neste dia de chuva fica-se com uma criança esperando um tempão porque o funcionário não estava no local. Um absurdo.
Não existem vereadores ou alguém da administração que visite as UBSs, postos de saúde e hospitais de Indaiatuba para verificar se o horário de atendimento por parte dos funcionários está ocorrendo de forma certa. A saúde de Indaiatuba merece melhores olhos. A população merece respeito, 2012 está chegando. Devemos votar em pessoas que gostam de gente, de pessoas que fiscalizam os serviços que o Executivo deve prestar com profissionalismo e carinho para com a população. Chega de pouco caso.
Abraços e bom Carnaval.
Ricardo Rangel de Oliveira

R: Ricardo, de fato, é espantoso. Espero que a Secretaria de Saúde leia sua carta e aja de imediato para sanar esses descasos. Abração e bom Carnaval (eu vou ler um bom livro).

Agradecimento
Silvia, hoje vim aqui a pedido do meu tio para deixar público o agradecimento dele e de nossa família à equipe do Haoc. Meu tio ficou na UTI por vários dias e o atendimento oferecido foi o melhor possível. Ele mesmo gostaria de estar escrevendo para sua coluna, mas como passou por um procedimento cirúrgico na última semana, está de repouso absoluto. Os médicos, enfermeiros, enfim, toda equipe foi maravilhosa, dando a ele toda atenção e carinho que um doente em seu estado merecia. Ficar por tantos dias no hospital não é nada agradável e ainda por cima na UTI é bem pior, mas segundo ele os dias não foram tão terríveis, pois as pessoas que ali estavam foram mais que profissionais, foram amigas!
Dino, Katinha Franco e toda família

R: Katinha, que bom estar tudo bem, fico contente. Beijos.
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