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Silvia em Revista - Dia 30 de Abril
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Atualizado em 02/05/2011 às 11h43Publicado em 02/05/2011 às 11h42Silvia Bolívar - silviabolivar@gmail.com
Violência
A população da cidade tem se chocado com casos em que a barbárie dá o tom no crime. São estarrecedores e levam a conclusão de que o temor da prisão não passa pela cabeça dos criminosos. De fato, no País todo, assassinos condenados conseguem fugir da prisão legalmente. Saem em indulto da Páscoa, por exemplo, e não voltam mais para a cadeia.
Cabe ao Legislativo (o Congresso Nacional – deputados federais e senadores) alterar o Código Penal para endurecer as leis que beneficiam criminosos.
No Brasil não pode haver prisão perpétua (direitos humanos ou, o mais evidente, economia aos cofres públicos?) ou pena de morte. E um condenado tem direito a sair da prisão depois de cumprir um quinto da pena. Vale lembrar: a pena máxima, no Brasil, é de 30 anos. O criminoso que matou seis pessoas, por exemplo, pode receber pena de 180 anos. Mas na prática, pode sair ao completar 30 anos de cadeia. Um jovem assassino de 20 sairá com 50 (se cumprir integralmente a pena) e ainda poderá ter capacidade para continuar no mundo do crime.
Isso é certo? Justo?

De Indaiatuba para Kassab
O empresário e ex-deputado federal Bebeto Haddad assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da cidade de São Paulo. Ele é o presidente do diretório municipal do PMDB em São Paulo.
Bebeto mora em Sampa e aqui, numa bela chácara em Helvetia, cujo terreno se espalha entre Campinas e Indaiatuba. E é aqui onde costuma fazer compras.
Ele poderá dar novas informações sobre o andamento das obras em algum (note bem o “algum”) estádio para abrir a Copa de 2014 no Brasil. Será que vai dar tempo? Ou o País poderá passar vergonha, como diz um comercial do PSDB?

Ipê, árvore símbolo
Pouca gente sabe, mas o ipê é a árvore símbolo do Brasil. Por isso, não deve ser “matada” ou podada de forma irregular. Tem gente que acha que o ipê pode atrapalhar a visão da placa de seu comércio ou que suja a calçada e faz na calada da noite atrocidades para cortar fora a árvore. Mais respeito, pessoal. Árvores nunca atrapalham. São sempre dádivas.

Trem-bala
Mais uma vez o assunto está na coluna. Pelo preço mínimo que irá custar à passagem (mais de R$ 270) vai fazer muita gente ir de avião, que em certos horários tem precinhos especiais.
Em vez de gastar uma grana preta para fazer o trem-bala não seria melhor reativar a malha ferroviária do País, dizimada pelos militares durante a ditadura. Desativaram os trens e “contrataram” (as aspas são ironia mesmo) empreiteiras para rasgar o Brasil com estradas para todos os cantos. Resultado: as cargas agora são transportadas em caminhões, e não mais em trens.
Muita gente prefere ir de trem do que de ônibus para algumas cidades. Só que não tem mais trem. Como um País de dimensões continentais não tem trens?

Taxa de segurança
A Justiça de Indaiatuba arquivou o inquérito do Ministério Público, pedido pelo vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT), que questionava a regularidade da taxa (que não é obrigatória) no carnê de IPTU. Ficou acertado que na próxima cobrança, em 2011, será destacado o aviso de que a contribuição é voluntária. Ah, bom!
*
Os cofres públicos poderiam arcar com todos e quaisquer custos relativos à segurança da cidade, entre muitos outros. O problema são os ralos.

Barulho irritante
Moradores da Rua Júlio Nicolau e adjacências, no Jardim Califórnia, pedem ajuda da coluna para acabar com o som alto vindo de um bar próximo. Dizem que em véspera de feriados e nos finais de semana a situação se torna ainda pior. Por uma brecha legal, o estabelecimento incluiu “lanchonete” no nome, uma vez que se tivesse apenas “bar”, teria que encerrar suas atividades diárias em determinado horário.
Os leitores chamaram a polícia e fiscais da Prefeitura em diversas ocasiões, mas nunca conseguiram ser atendidos.
Alô, fiscalização municipal: que tal dar um flagra no tal bar-lanchonete?

Véu islâmico
Impressiona a quantidade de mulheres em Foz de Iguaçu (PR) usando burcas ou variedades de véus islâmicos. Aqui no Brasil, podemos até conviver com isso, mas na França as coisas são diferentes. Lei recente obriga as mulheres a andarem sem essas vestimentas em locais públicos. E o país já pensa em proibir as cinco rezas nas ruas feitas pelos muçulmanos. Será que é certo?
Intolerâncias à parte, a proibição tem sentido. Mulheres de burca, que cobrem até os olhos, podem ser, na verdade, terroristas, homens-bomba disfarçados. Mas se sabem que o país para onde pretendem emigrar é laico, que escolham outro. A França não obriga as mulheres a usar véus islâmicos; ao contrário de países muçulmanos, que obrigam turistas estrangeiras a usarem esse tipo de vestimenta.
Por exemplo, se eu decidir me mudar para um país de nudistas, terei que seguir a norma. Como quero continuar com roupas, teria que escolher outro país semelhante aos meus costumes.

Cara de pau
A chefe de gabinete de Governo de Campinas teve seu nome envolvido em algumas falcatruas. O prefeito, Hélio Santos, saiu em sua defesa. Só então muita gente se deu conta que a secretária é também à primeira-dama. Um nepotismo e tanto, já que a Secretaria de Governo é o órgão mais importante depois do prefeito.

É piada?
O Tiririca fazendo parte da Comissão de Educação na Câmara causou risos em muita gente. Outra piada pronta: Renan Calheiros (que renunciou para não perder os direitos políticos) é integrante do Conselho de Ética no Senado.
O velho De Gaulle tinha razão: O Brasil não é um País sério.

Upar precisa de ajuda
A União Protetora dos Animais de Rua (Upar) tem feito das tripas coração para dar vida digna a mais de 200 animais que estão em abrigo mantido pela entidade. Além de necessitarem de ração, material de limpeza, vacinas, remédios e consultas, também precisam urgentemente de voluntários para ajudar no abrigo. Vamos ajudar? Doações e informações através do telefone 9227-9052 ou 8139-7414 com Eliane.

Visão de futuro
Quando se faz um plano diretor de uma cidade os técnicos (e amigos ou sócios?) devem levar em conta vários fatores. Um deles é o aterro sanitário. Será que foi projetado para aguentar o lixo de milhares de pessoas que passam a morar ali? As vias são suficientemente largas para manter o trânsito fluindo em horários de pico (vale lembrar que a Alameda Estanislau do Amaral, que dá acesso a dezenas de condomínios em Itaici tem pista simples)? Os leitos hospitalares e médicos em pronto-socorros atendem a demanda crescente? Há delegacias de Polícia Civil e efetivos da Polícia Militar para atender ao gigantismo da cidade?
Enfim, a infraestrutura de Indaiatuba aguentará tantos novos moradores?

Amgarten
Agradeço o mimo “chocolatício” da família Amgarten, do Posto Ipiranga. São amigos antigos, da década de 70. Família amiga de família.
Muitos anos de amizade e confiança. Abasteço sempre no posto e uso o serviço de terraplenagem toda vez que preciso. Honestidade fala mais alto.
Vi os filhos crescerem e hoje darem netos aos avós. Quando os netos estão no posto, são como verdadeiras pinturas de um quadro belo. Fofinhos e lindos.

Carta
Paradoxo – Economia X Necessidade
Olá Silvia. Veja que estranha ou no mínimo curiosa esta constatação.
Fato 1: Uso frequentemente a rodoviária no começo da noite, por volta das 19 horas. A praça lateral, que margeia a Avenida Presidente Vargas no sentido centro fica totalmente às escuras, atraindo andarilhos, adolescentes com bebidas, casais de namorados mais afoitos, etc. Isso gera insegurança tanto para quem usa o estacionamento lateral da rodoviária, quanto para quem vai para a rodoviária e usa esse acesso ou mesmo aguarda os ônibus circulares que por lá passam.
Fato 2: Moro num condomínio de prédios ao lado da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop) e noto que durante toda a noite, 7 dias por semana, as luzes desse local ficam todas acessas, aparentemente sem necessidade alguma pois no local existe um portão, além de ser cercado por todos os lados.
Não é paradoxal? Onde deveria haver – por necessidade – luzes, segurança e fácil acesso, não há, e onde esses requisitos são em menor grau necessários – Semop, local fechado durante a noite – a economia de energia não existe, o que não deixa de caracterizar o mau uso de um serviço (iluminação pública) que anda em falta em Indaiatuba.
Abraços,
Fabiano

R: Caro Fabiano, de fato, não dá para entender a escuridão no entorno da Rodoviária. Dá medo, sim! Aliás, em vários pontos de Indaiatuba a escuridão é uma ameaça. Já na Semop acredito que, se não é por folga (a energia quem paga somos nós) deve ser por medo de furto. Acho difícil roubar um trator, mas peças menores podem ser levadas. Abraços.

Capotamento
Oi Sílvia. Só hoje consegui sentar e ler o jornal e fiquei impressionada com o capotamento do Fiat Uno no dia 17 de março, mas o que mais me impressionou foi a placa do carro, que me recordou um episódio ocorrido na Rodovia Santos Dumont há cerca de um mês.
Eu estava voltando de Campinas e na altura da Valeo fui fechada por um Uno, me assustei quando vi uma criança em pé entre os bancos da frente, conversando com o motorista, um rapaz. O Uno não desviou do pedágio, aproveitei para avisar a Polícia que eles iriam passar em frente e ambos estavam sem cinto de segurança. Passei o pedágio e constatei que eles não foram parados. Mais adiante, quando começa a subida da Plastek, este Uno entrou com tudo na faixa da esquerda, para ultrapassar outros dois carros, fechando uma caminhonete que estava em alta velocidade (esta freou de tal maneira que saiu até fumaça do pneu e quase perdeu o controle). Acelerei, chamei a atenção do rapaz por estarem sem o cinto e por estar dirigindo muito mal. O rapaz me xingou muito, me fechou, freou na minha frente até que entrei em direção à Balilla e ele seguiu.
Era o mesmo carro.
Ainda bem que esta criança tem um anjo da guarda muito bom, mas para mim, este infeliz deveria estar no mínimo preso. Me recuso a escrever o que pensei quando li a reportagem. Beijos.
Cléci Noernberg

R: Oi Cléci, cuidado em “avisar” pessoas como o motorista. Podem ser bandidos que não hesitarão em atirar ou cometer uma barbárie. No caso, será que serviu de lição o capotamento? Que bom você ter lembrado da placa e ter, de certa forma, visto o motorista pagar pela má conduta ao volante. Beijos.
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