Padre Xico e sua cadelinha
Há cerca de um mês o padre Xico, da Igreja de Santa Rita, vem sendo um dos tops trends nas comunidades internéticas de Indaiatuba. Chocados, alguns internautas estavam até se movimentando para “invadir” uma missa a fim de protestar contra o fato de que o padre teria deixado uma cadelinha num terreno de sua propriedade, sem qualquer sombra ou abrigo contra o sol. A gritaria chegou até o padre que, segundo informes de leitores, teria resolvido reavaliar a situação da cachorrinha.
Esta coluna tentou falar com o pároco da Santa Rita, mas não recebeu retorno. Deve ser porque o assunto já tenha sido resolvido. Acredito que deva ter havido algum mal entendido, já que o Padre Xico sempre dá a bênção aos animais no Dia de São Francisco. Só pode ser!
‘Não sou de rogar pragas...’
Quando fiquei com raiva do então prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos lembrei de uma frase dita pela avó de Ana Rosa de Ávila: “Não sou de rogar pragas, mas boa morte não há de ter...”. Pois bem, será que minha raiva resultou na morte política do tal político, que acabou sendo cassado por praticar algo bastante comum em Prefeituras (ou outro cargo executivo)?
Ministros de Estado que notoriamente se locupletaram no cargo, o que também é corriqueiro, me levaram a sentir raiva. Acabaram defenestrados também. Então, é prudente que os políticos não me levem a esse estado de raiva, já que não sou de rogar pragas, mas...
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Ah, sim, nem quero falar do vergonhoso aumento de 126% nos salários dos vereadores de Campinas.
Vandalismo
Eliandro Figueira/ACS-PMI
O que passa na cabeça de vândalos para destruir túmulos? Eu já fui jovem rebelde, mas eu tinha uma causa, lutar contra a ditadura militar. Jamais pichei paredes, mas distribuí panfletos “subversivos” pelo Rio todo.
O Cemitério dos Indaiás foi alvo de vandalismo na madrugada de quarta-feira, dia 21, com 17 lápides de túmulos depredadas, com fotos dos falecidos destruídas. É o fim! Por que não usam essa energia para algo produtivo e que lhe dê orgulho público?
Atividade
Como esta coluna está sendo escrita na segunda-feira, fui no Facebook ver o que está rolando no grupo Indaiatuba Ativa, e nos que falam do trânsito e de proteção animal.
Meu caro Yuri Fermino sugere falar das expectativas para a cidade. Sim, num ano de eleição municipal pode-se esperar de tudo. Quanto Indaiatuba vai crescer – crescimento em todos os sentidos? Como a bomba foi solta antes – o novo Plano Diretor – sabemos que ela vai literalmente crescer avançando nas áreas rurais, impermeabilizando locais onde antes a água era escoada pela terra.
Quanto ao crescimento econômico, vamos estar cada vez mais no topo, mas espero que isso também se reflita no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Precisamos de postos de saúde mais equipados, mais leitos hospitalares. Necessitamos de novos delegados, mais efetivos para as polícias civil e militar. Nosso Corpo de Bombeiro foi dimensionado para uma cidade com metade dos habitantes atuais. E as creches? Esperamos mais, em mais bairros. E que a administração contrate uma empresa de transporte público decente.
Nó no trânsito
O Departamento de Trânsito da Prefeitura precisa definir prioridades para solucionar alguns nós antigos – e novos – nas vias da cidade. No Centro, por exemplo, há excesso de veículos na Rua Candelária em horários de pico, resultando em lentidão nas ruas transversais, como a Siqueira Campos e a 11 de Junho. No Distrito Industrial há falta de placas nas ruas e de solucionar o ainda existente nó nas vias que ligam o bairro ao Centro.
Carros estacionados nos dois lados da Candelária nos domingos de feira exigem fiscalização e multas, já que o trecho da Candelária entre a 11 de Junho e a 24 de Maio fica intransitável.
Outro ponto que necessita de medidas urgentes é a Avenida Conceição. Botaram uma lombada que serve apenas para beneficiar uma padaria. O ideal seria colocar o obstáculo na pista oposta, na altura de rôtisserie que tem ali. Como a avenida é curva, quem está ali e quer entrar na 15 de Novembro precisa não só atenção, mas muita sorte. Tem gente que acha mais sensato seguir na Conceição, fazer o balão, entrar na Avenida Kennedy e subir até encontrar a 15 de Novembro e poder seguir nela com menos risco.
Réveillon au-au
O que fazer com os cachorros que morrem de medo dos fogos? Botar chumaço de algodão nas orelhas reduz o ruído, mas pode deixar o cão mais nervoso. Veterinários até podem receitar um calmante leve. Mas como está em cima da hora sugiro aos leitores que mostrem ao amigão que estão seguros. Mantenha-se calmo e abrace bem forte seu cachorro a fim de acalmá-lo. Não o deixe lá fora ou pior, preso numa corrente.
2012 é ano eleitoral
Caro leitor e eleitor, cuidado com o seu papel de cidadão. Aceite desavergonhadamente todas as regalias oferecidas pelos candidatos – que podem ir desde material de construção a dentadura, laqueadura, óculos – e na hora de votar NÃO vote no paspalho que precisa comprar votos dessa maneira imoral e ilegal.
Se ele faz isso antes da eleição, o que fará depois?
Somos a 6ª economia mundial
Sim, passamos à frente da Inglaterra, antes de nós apenas Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.
E isso me dá uma baita vergonha! Como sermos a sexta economia do mundo e termos um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no vergonhoso 84º lugar, sendo que a Inglaterra está na posição 22? Não é o PIB que vale e sim o IDH, tanto em termos mundiais, como municipais.
O IDH de Indaiatuba é 0,829 (quanto mais perto do 1, melhor), mais elevado que muitas capitais de Estados.
Estamos em 2012!
Feliz Ano-Novo para todos, especialmente aos leitores que aguentaram esta ranzinza por mais um ano. Ano-Novo, vida nova? Nem tanto. Em Indaiatuba algumas coisas parecem eternas.
Enfim, recebam todos os que estiveram lendo estas linhas (gostando ou não) minhas energias positivas para que 2012 seja melhor, com paz entre os povos, sem desastres naturais - que certamente estão acontecendo porque a Mãe Terra deve querer respeito e não está recebendo o merecido.
Vaza!
Para muitos 2011 já vai tarde. De fato, muita gente comenta que este ano foi ruim em muitos aspectos. Esta escriba mesmo perdeu a tia amada e dois “filhos” boxers queridos.
A situação econômica mundial deu uma pirueta e caiu de cabeça. Até se levantar vai tempo. No Brasil a crise ainda não causou tanto estrago. Desculpem pelo “ainda” - e olhem que não sou pessimista – mas vamos sentir umas marolas, sim. Todavia, não será a ressaca que a Europa vem enfrentando.
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Para alguns políticos malandros este ano também deveria ser riscado do mapa. Para azar deles (e para o nosso bem) muitas maracutaias foram reveladas e para alguns ministros, secretários, prefeitos e vereadores, a farra chegou ao fim.
Entretanto, nenhum desses foi para a cadeia.
Simpatias
No Réveillon até ateus e “crentes” (as aspas devem-se a generalização que se fazia antigamente aos seguidores de outras crenças que não a católica) acabam entrando na onda. Brindam até com guaraná. A cor branca nas roupas já virou marca registrada dos brasileiros na passagem de ano.
Além das roupas íntimas terem enorme procura nessa época (os fabricantes prepararam novos modelitos de calcinha já no começo do ano), a lentilha e a romã quase somem dos mercados.
Dizem que para ter sorte mesmo na entrada do ano deve-se dar sete pulos com o pé direito e só então comemorar, abraçar familiares, enfim, brindar.
Ônibus mais caro
Insanidade: subir para R$ 2,80 a tarifa daquela porcaria de ônibus municipais só pode ser piada de mau gosto. A Cidade do Sol, ops, a Viação Guaianazes é a campeã no ranking de reclamação de leitores. O aumento permitido acontece em ano eleitoral. Tiro no pé? Ou será prefeito-teflon?
Tem gente querendo obrigar que a cúpula da administração seja obrigada a usar (de forma anônima) ônibus circulares em horários de pico. Hahahaha, que maldade maravilhosa! Já pensou um dos reais tentando chegar em casa pegando os ônibus de fim de expediente?
Cartas
Enchentes na Rua dos Indaiás
Oi Silvia! Você não me conhece. Sou um cidadão comum, morador no Pau Preto, sem bandeira partidária ou qualquer interesse eleitoreiro, até porque não acredito nos políticos (não deveria, mas eles não fazem por merecer).
Por diversas vezes senti vontade de escrever alguma coisa, observador e crítico que sou dos desmandos, dos erros e acertos (mais erros que acertos) cometidos com o nosso querido Brasil.
Em nossa cidade isso não é diferente! Vamos ao fato:
Com relação à enchente na Rua dos Indaiás, a população do local precisa ter consciência de que em havendo “parceria”, o poder público municipal provavelmente irá resolver rapidinho o problema deles, que aliás é nosso também, mas se não houver será mais ou menos como a decoração de Natal, que ficou deteriorando o ano inteiro e quando deveria nos alegrar, desapareceu ou desintegrou-se. Semelhante “parceria” ou a falta dela pode ter sido o motivador para o descaso com a reforma milionária da escola abandonada no bairro Santa Cruz. Obrigado. Um abraço!
(O leitor pede anonimato)
R: Meu caro, essa história de gastar milhões e deixar uma escola assim não está passando na garganta de ninguém! Quanto à parceria, seria bom que todos entendessem que algumas ações não devem partir apenas do poder público. Por exemplo, descartar garrafas PET por aí certamente contribuirá para causar enchentes acolá. Feliz Ano-Novo e envie sempre suas sábias observações.