Alô Prefeitura
Leitores escrevem para avisar que na Rua Voluntário João dos Santos, em frente a esquecida (e agora feia) Praça Votura, acontece uma infestação de caramujos do tipo africano. Uma leitora disse que enviou inúmeros e-mails para a Prefeitura e nada. Ela recolhe, por noite, mais de 12 caramujos.
Tomara que a Vigilância Sanitária passe por lá para analisar e solucionar o problema.
Trem-bala
A Câmara Federal criou uma comissão para analisar o assunto. Uma consulta pública está prevista. O trem de alta velocidade (TAV) pode ter aporte financeiro público, na ordem de R$ 20 bilhões, através de um artifício – a criação de uma estatal específica. Pelo atual projeto, a passagem mais barata até o Rio de Janeiro fica em torno de R$ 250 (passagens de avião estão mais em conta). O contrato com a empreiteira licitada prevê ajustes e aumentos caso o custo da obra estoure ou se a ocupação de passageiros for baixa demais.
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É bom lembrar que, na privatização das estatais, como as de energia, criaram uma cláusula permitindo o aumento da tarifa em caso de coletiva economia por parte dos consumidores. Quando houve o apagão e o racionamento em 1999, as empresas puderam reajustar seus valores (a mais, é claro) por conta dessa cláusula.
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O mesmo se deu nas privatizações das rodovias paulistas. Caso houvesse uma rota de fuga, a empresa privada poderia instalar um pedágio de bloqueio na alça da margem da rodovia. É o nosso caso com os pedágios de bloqueio em Helvetia e no Jardim Brasil.
Inflação
Ela tem dado as caras de forma mais evidente. E não é culpa da Dilma. Houve planejamento negligente por parte dos ministros da Fazenda e Desenvolvimento. Há muita demanda por produtos e pouca oferta. Com isso, os preços sobem o que acaba resultando em diminuição do consumo. E periga voltar o risco do círculo vicioso da inflação.
Valorização imobiliária
Fica no mínimo espantoso saber que um terreno do prefeito vai ser desapropriado pela própria Prefeitura. E com um valor que qualquer vendedor de imóvel sonha em ter. Quase 1.000%. E o prefeito diz que ainda está perdendo. Que poderia lucrar mais.
Casario de Helvetia
Alô Pró-Memória, quando será lembrado que existem casas centenárias em Helvetia que precisam ser preservadas? É a história da cidade, de um povo aguerrido, que saiu da fria Suíça e conseguiu, a duras penas, vencer os desafios e fazer um bairro pioneiro.
HQue Criança
A Editora Virgo de Mario Mastrotti e a Editora EMT de Moacir Torres, estabeleceram uma parceria de edição conjunta do livro de quadrinhos infantis HQue Criança.
As inscrições para seleção dos trabalhos estão abertas e cada um pode enviar amostras de seu trabalho nos e-mails: mmastrotti@uol.com.br ou estudioemt@gmail.com, onde podem ser obtidas mais informações sobre o projeto cooperado.
Megabrechó
É sábado, dia 9, o Megabrechó da Volacc. Será na sede da entidade, à Rua Antonio Zoppi, 587, das 9 às 15 horas. Informações: 38754544.
Desaquecimento
Já deu para perceber que o ritmo de consumo no Brasil perdeu fôlego, mas ainda assim, continua elevado. Ainda há anúncios de lançamentos imobiliários e automóveis de luxo, mas não como antes.
Só no pedaço
Por duas semanas a Prefeitura de Indaiatuba inseriu anúncios nos principais telejornais de emissoras de televisão. Mas só viu a propaganda quem mora nas cidades alcançadas pelas repetidoras ou emissoras regionais. O anúncio não foi veiculado em todo o Brasil, como se imaginou. Mas em véspera eleitoral, rende boa atenção.
Síndico letrado
Ótima ideia teve meu caro Wilson Cologni, síndico do edifício Di Napoli, no bairro Cidade Nova. Criar uma biblioteca para que possa ser usada pelos moradores. A ideia é estimular o hábito da leitura em crianças, jovens e adultos. Parabéns.
Cartões postais
O fotógrafo Eliandro Figueira não se conformou ao não encontrar cartões postais da cidade (nas bancas, tem alguns, mas de Campinas) e resolveu dar o clique inicial. Em breve, Indaiatuba terá parques, casarios e monumentos em postais.
Cala-boca
Estranho o sumiço dos holofotes de Alexandre Peres, ex-superintendente do Saae. Justo quando ele estava sendo paparicado por partidos da oposição para possível chapa para o ano que vem, quando teremos eleições municipais. Uma boa conversa (ou ameaça?) parece ter acontecido por aí.
Anúncios
Dois chamam atenção pelo risco. Um deles é de uma cerveja. Num avião, rapazes saltam para pegar a caixa de cerveja que caiu. Caem perto de uma vaca no pasto e falam em churrasco.
Outro, mais grave, é de um veículo de montadora francesa. O rapaz pega carona para buscar gasolina num posto. Gosta tanto do carro do carona que, quando volta ao seu, decide incendiá-lo. Vale lembrar que poucos anos atrás a França penou para combater uma série de incêndios de veículos nas ruas, um protesto dos imigrantes teoricamente rejeitados.
Meio ambiente
O grupo Mobilização Ambiental de Indaiatuba (Mobi) fez reunião ontem, na Câmara para falar de coleta seletiva. Segundo eles, atualmente existem alguns ecopontos instalados pela Prefeitura para receber os materiais recicláveis. A proposta é de que haja um caminhão do Município que colete o lixo reciclável em toda a cidade, nas residências, prédios, condomínios, lojas e indústrias.
Coleta
Se depender da Prefeitura o MobI vai ter que esperar. Entretanto, a instalação de dois novos ecopontos para a recolha de lixo reciclável no estacionamento do Parque Ecológico e na Praça Dirce Nunes Grana, no Jardim do Sol já foram concretizadas. O contêiner é maior, tem o dobro da capacidade que os ecopontos normais. Assim, a cidade tem agora 19 pontos de coletas. Só que estes ficam abarrotados. Para se ter uma ideia, são coletadas cerca de 34 toneladas ao mês de lixo reciclável.
Tem gente querendo ajudar o meio ambiente, mas a Prefeitura, em vez de fazer a coleta com caminhões em casas, comércios e indústrias, prefere os ecopontos. Bom, já é um “passinho”.
Patrimônio desaparecendo
O Padre Xico é um lutador, como esta escriba, em relação ao rápido tombamento, no sentido de derrubar, de casas e prédios que abrigam boa parte da memória de Indaiatuba. Além disso, o patrimônio das árvores, também vem sendo literalmente tombado, embora a Prefeitura tenha anunciado a feitura de um Censo da Árvore. Se demorar a sair do papel, esse censo pode não encontrar mais nenhuma em pé.
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Casas que tinham pés de jabuticaba, manga ou mesmo amoreiras nos fundos estão sendo demolidas e as árvores, que alimentavam tantas aves, estão sendo mortas. As empresas imobiliárias deveriam pelo menos preservar as frutíferas. Isso mostraria a preocupação ambiental por parte desses endinheirados, o que sempre atrai simpatia.
Carta
Crescimento de Indaiatuba
Prezada Silvia, em primeiro lugar parabéns pela sua coluna que há muito tempo abre espaço para que o leitor possa manifestar sua opinião sobre diversos assuntos.
Gostaria de dizer que o rápido crescimento populacional de Indaiatuba acarretará no aumento considerável do número de veículos e o trânsito em alguns pontos hoje, já críticos, serão facilmente estrangulados.
A administração municipal precisa visualizar um futuro bem próximo e para resolver alguns problemas não teremos alternativa senão a construção de viadutos e possivelmente até túneis.
Vale à pena lembrar que o viaduto Cury em Campinas foi inaugurado em 1963 quando a população na época era de aproximadamente de 230 mil habitantes. Abraços.
Roberto A. Alonso
R: Oi Roberto, muito oportuno seu e-mail. Será que a cidade se preparou para a enxurrada de loteamentos e edifícios que estão por toda parte? E outra: mais pessoas estão podendo comprar carro. E aí? Abraços.
Centro de Zoonoses
Boa tarde Silvia. Fiquei muito feliz em saber que o Centro de Reabilitação Animal e Zoonoses passou por reformas afim de melhor atender nossos tão queridos animais.
Gostaria de saber mais sobre o funcionamento do programa de castração e se os animais castrados são levados pela população ou são os animais que ficam pelas ruas da nossa cidade? É incrível a quantidade de cães abandonados que ficam vagando pela cidade, principalmente no Centro. Me corta o coração, se pudesse levaria todos para minha casa.
Adoro sua coluna. Abraços.
Cristiane de Oliveira Lima
R: Querida, as castrações são feitas através das entidades protetoras dos animais, que selecionam e depois procuram uma família para adoção. Os telefones e as entidades são: 9771-5590 (Avaai); 3835-7134 (Aprai); 3016-8561 ou 3016-7529 (Gapa); e 9779-4444 ou 3016-8263 (Upar). O telefone do Centro de Reabilitação Animal e Zoonoses é o 3036-2782. Abraço.
Protesto
A CPFL, fornecedora de apagão, não tem necessidade de aumentar postos de recebimento de suas contas, isso é óbvio.
Os Correios, vale lembrar que durante o regime militar foi exemplo de prestação de serviço, acho que estão com saudades.
Luiz G.F.
R: Oi Luiz, não foi no tempo dos militares, não. Os Correios foram os campeões de bons serviços e confiança até 2002. É que as cidades cresceram e o ministro político da vez não percebeu isso. A CPFL deixa a desejar. Como pagar as contas sem se chatear? Abraços.
Alagamentos em Itaici
Silvia, boa noite. No dia 29 de março tivemos um alagamento no Terras de Itaici, pior do que ocorreu no dia 13 de janeiro.Todo ano no mês de janeiro (e seguintes) acontecem alagamentos por 2 motivos: o primeiro é que o tubo que passa abaixo da Alameda Salvadora Martins Prados está subdimensionado, não atende à vazão do córrego, é só trocar por tubos maiores; o segundo é que no córrego que passa em frente a minha casa e da Rua Benedito Vicente, existe um dique, que não serve para nada, só represa água do córrego, para criar pernilongos, mosquitos da dengue e bichos, e sempre está um matagal.
Eu, vizinhos, e moradores do local aguardamos providências dos órgãos competentes, e da Construtora Estrutural (terceirizada responsável pela obra).
Paulo Massaaki Yoshihara
R: Caro Paulo, isso que dá não fiscalizar obras de empresas licitadas que prestam serviço muitas vezes lamentáveis. Tomara que a Secretaria de Obras (ou a Estrutural) solucione esse problema. Abraços.